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EDE UNICSUL |
OS DESAFIOS VIVIDOS NO ENFRENTAMENTO DA ENDOMETRIOSE EM UM
CASO NA PERIFERIA DE BELFORD ROXO: UM OLHAR FENOMENOLÓGICO
EXISTENCIAL SOBRE A VIVÊNCIA FEMININA E A AUSÊNCIA DE
HUMANIZAÇÃO NO PROCESSO DE SAÚDE
A endometriose afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva,
sendo ainda subdiagnosticada e mal compreendida. O conhecimento sobre a doença
é essencial para o reconhecimento dos sintomas, busca por tratamento adequado e
melhoria da qualidade de vida. O objetivo geral consiste em analisar os desafios
vividos no enfrentamento da endometriose em mulheres da periferia de Belford Roxo,
a partir da experiência apresentada em um relato de caso. O estudo, de natureza
qualitativa e descritiva, baseia-se na vivência de uma moradora diagnosticada com a
doença. O relato aborda a trajetória do adoecimento, as dificuldades e barreiras, e o
colapso da existência e do corpo-sujeito. A análise evidencia que a endometriose
ultrapassa o campo biomédico, configurando-se como fenômeno complexo, com
dimensões corporais, psicossociais e sociopolíticas. A narrativa de Solleny ilustra a
dor normalizada, a busca prolongada por diagnóstico e a desassistência, aspectos
comuns na literatura. Assim, o enfrentamento da endometriose em Belford Roxo exige
uma resposta que una clínica, território e direitos, reconhecendo o corpo como lugar
de sentido, rompendo com a naturalização da dor feminina e reorganizando a linha de
cuidado desde a Atenção Primária, com escuta qualificada, suspeição precoce,
acesso ágil a exames e cirurgias, manejo da dor e suporte em saúde mental, além de
políticas de humanização efetivas.
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