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O uso indiscriminado da azitromicina frente a COVID-19 pode provocar o
desenvolvimento de bactérias resistentes
No ano de 2019 o mundo foi acometido pelo vírus SARS-CoV2, responsável
por causar a pandemia da COVID-19. Inicialmente, seus sintomas eram
semelhantes aos de outras doenças do trato respiratório, como a pneumonia, mas
com a evolução do quadro havia probabilidade de comorbidades associadas e
alto índice de mortalidade. Na tentativa de diminuir o dano e as mortes
provocadas pelo vírus, uma onda de prescrições errôneas e automedicação se
alastrou por todo mundo. Dentre os fármacos utilizados, destacou-se a
Azitromicina, um antibiótico da classe dos macrolídeos, incapaz de conter
infecções virais, mas com capacidade de reduzir infecções mistas. O uso
indiscriminado deste medicamento pode ter favorecido o aparecimento de um
grave problema de saúde pública nos próximos anos, uma vez que pode ter
predisposto à formação de bactérias mais resistentes. O objetivo deste trabalho
foi discutir sobre como a automedicação e o uso irracional da Azitromicina pode
acarretar no aumento da resistência bacteriana a antibióticos importantes para a
população através de revisões bibliográficas em base de dados como o Google
Acadêmico , Scielo e sites renomados de ensino.
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