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O RECRUDESCIMENTO DA TUBERCULOSE: ATUALIZAÇÃO
ACERCA DA FARMACOTERAPIA NO BRASIL
A tuberculose, enfermidade infecciosa crônica causada pela bactéria da espécie
Mycobacterium tuberculosis, ainda é nos dias atuais considerada uma das doenças
transmissíveis mais letais do mundo. Globalmente, houve um aumento no número de mortes
por tuberculose entre 2019 e 2021, o que em conformidade com especialistas, reverteu anos
do declínio conquistado entre 2005 e 2019. Conforme destacado no último Boletim
Epidemiológico, a tuberculose no Brasil está concentrada em algumas populações, como
aquelas com HIV e AIDS, moradores de rua, indígenas, pessoas que vivem em aglomerados,
em situação de pobreza ou privadas de liberdade. Essa pesquisa registrou também que todos
os estados brasileiros apresentam casos de tuberculose drogarresistente (TBDR). O manejo
clínico da tuberculose é de extrema complexidade e inclui a associação dos medicamentos
isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol como primeira escolha. Já os fármacos de
segunda linha, como levofloxacina, moxifloxacina, gatifloxacina, aminoglicosídeos,
amicacina, capreomicina, kanamicina, estreptomicina, etionamida/protionamida,
cicloserina/terizidona, dentre outros, são usados nos casos de tuberculose resistente à
rifampicina e isoniazida e tuberculose multirresistente. O objetivo deste estudo foi revisar os
fármacos considerados como de primeira escolha para o tratamento da tuberculose e estudar
as condutas de prescrição nos casos de tuberculose monorresistente e polirresistente. Para o
levantamento bibliográfico, foi realizada a triagem de artigos científicos e resultados de
ensaios clínicos publicados em revistas científicas indexadas. As seguintes bases de dados
online foram consultadas: SciELO (Scientific Electronic Library Online), PubMed (US
National Library of Medicine National Institutes of Health), National Center for
Biotechnology Information (NCBI), Organização Mundial De Saúde (OMS), Ministério da
saúde, ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Secretaria Estadual de Saúde.
Com base no levantamento bibliográfico realizado nesta monografia, os protocolos e
diretrizes terapêuticas padronizados pelo Ministério da Saúde no Brasil são eficazes ao
englobar fármacos de primeira linha para tratar infecções pulmonares por tuberculose que não
são resistentes a medicamentos, como também contempla fármacos para a terapia das demais
infecções por tuberculose, como a multirresistente e a extensivamente resistente. Os estudos
avaliados, indicam que essas terapias são seguras, apresentam perfil farmacocinético
favorável e boa capacidade de tolerância, porém ainda apresentam falhas e grandes desafios,
pois a maioria dos medicamentos são hepatotóxicos, o que limita a adesão e pode levar ao
desenvolvimento de resistência microbiana.
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