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EDE UNICSUL |
O IMPACTO SUBJETIVO NA IDENTIDADE DA MULHER PÓS MATERNIDADE
A maternidade configura-se como um fenômeno social complexo que ultrapassa a
dimensão biológica e inscreve-se em teias históricas, culturais e políticas que moldam
a experiência feminina. O processo de reconstrução do feminino no pós-parto passa
necessariamente pela dimensão do autocuidado e pela presença de redes de suporte
social e profissionais. O objetivo geral consiste em analisar o impacto subjetivo da
maternidade na identidade da mulher no período pós-parto, buscando compreender
processos de ruptura e reconstrução identitária. Trata-se de uma pesquisa
bibliográfica, qualitativa e exploratória. A busca por fontes realizará consulta nas
bases BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), SciELO e Periódicos CAPES, bem como
em livros e documentos. o pós-parto frequentemente implica ambivalência afetiva,
coexistência de afeto profundo e esgotamento, e um deslocamento do “eu” que exige
trabalho de ressignificação. O processo de reconstrução do feminino no pós-parto está
intimamente ligado ao autocuidado e à presença de redes de suporte social e
profissionais; sua ausência potencializa riscos como depressão pós-parto e fragiliza a
afirmação da mulher além da função maternal. Conclui-se que o autocuidado emerge
como elemento central para a manutenção da saúde mental e da autonomia feminina,
e que a atuação psicológica, incluindo pré-natal psicológico, grupos de apoio e
integração multiprofissional, é imprescindível para favorecer a elaboração dessas
transformações. Sugere-se investigar vozes diversas (raça, classe, orientação sexual
e configurações familiares) para ampliar a compreensão das múltiplas trajetórias
identitárias pós-maternidade.
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