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O EIXO INTESTINO-CÉREBRO E A INFLUÊNCIA DA MICROBIOTA
INTESTINAL NOS SINTOMAS DEPRESSIVOS
relatório de 2022 da Organização Mundial da Saúde destacou um aumento significativo na
incidência de depressão, que tornou-se um dos transtornos mais incapacitantes da atualidade.
Apesar do aumento na busca por tratamentos psiquiátricos e psicoterapêuticos, a eficácia
destes permanece abaixo de 50%, em parte devido à ausência de marcadores biológicos
específicos para os transtornos psiquiátricos. A pesquisa sobre o eixo intestino-cérebro, que
envolve neurociência, psicologia, gastroenterologia e nutrição, busca entender a influência da
microbiota intestinal no humor e comportamento, oferecendo novas perspectivas para o
tratamento e prevenção de transtornos depressivos. Este trabalho, elaborado como uma
revisão narrativa, avaliou a literatura atual sobre a relação entre a microbiota intestinal e os
sintomas depressivos, utilizando a base de dados Pubmed. Após aplicação de critérios de
exclusão, 39 artigos e 8 livros foram selecionados, focando em estudos sobre transplante de
microbiota intestinal e transtorno depressivo. O objetivo central foi mapear evidências sobre a
influência do eixo intestino-cérebro na depressão e explorar a plausibilidade científica de
novos estudos nessa área. A partir desta revisão, foi possível perceber que a saúde mental é
influenciada pela composição microbiana do intestino por diferentes vias, que podem ser
moduladas pela transplantação de microbiota saudável no indivíduo, contudo, ainda são
necessários mais pesquisas para o aprimoramento da técnica até poder ser aplicada em larga
escala. As contribuições deste trabalho incluem a revisão das pesquisas mais recentes sobre o
eixo intestino-cérebro e a apresentação das principais vias de comunicação entre o intestino e
o cérebro. No entanto, as limitações incluem a complexidade do microbioma, a
predominância de estudos em modelos animais, a falta de padronização e a variabilidade
geográfica. Apesar disso, o transplante de fecanos e intervenções como probióticos e
prebióticos oferecem perspectivas promissoras para a saúde mental.
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