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EDE UNICSUL |
O CRESCIMENTO DA AUTOMEDICAÇÃO COM IBUPROFENO NO BRASIL E
SEUS PRINCIPAIS RISCOS
O uso de substâncias de carácter vegetal ou mineral para combater doenças é algo feito
desde os primórdios pelo homem, onde eram utilizadas substâncias não purificadas, extratos de
plantas e tecidos animais como forma de tratar as doenças. Entretanto, somente a partir do
século XVIII que se tornou possível a identificação e isolamento das substâncias com ação
terapêutica, designado então como princípio ativo, o que levou ao surgimento e crescimento da
indústria farmacêutica (Matos, 2005).
Após a expansão do mercado farmacêutico, o acesso a medicamentos por parte da
população aumentou, tornando frequente a prática da automedicação, que consiste no ato do
indivíduo ingerir medicamentos sem prescrição médica na tentativa de aliviar ou tratar algum
sintoma.
No Brasil, o costume da automedicação já estava presente desde a época colonial,
durante a colonização portuguesa, onde os cidadãos deste período recebiam prescrições
medicamentosas dos boticários, que não possuíam nenhum tipo de embasamento científico
(Kiyotani, 2014; Matos, 2005
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