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INVISIBILIDADE NO ESPECTRO: o diagnóstico de autismo em mulheres
Este estudo busca analisar os impactos dos estereótipos atribuídos às mulheres na compreensão
e diagnóstico do autismo, visando promover a igualdade e a visibilidade das mulheres no
espectro. A pesquisa explora como esses estereótipos afetam a identificação dessa condição, as
consequências para as intervenções apropriadas e como as próprias mulheres autistas enfrentam
esses estigmas. Além disso, investiga as percepções dos profissionais envolvidos no diagnóstico
e os estereótipos associados ao gênero. A pesquisa foi realizada por meio de uma abordagem
bibliográfica abrangente e qualitativa, utilizando uma variedade de fontes acadêmicas como as
obras de Grandin, Jesus et al, Gould, Green, Bargiela et al, Weiss e Tint, que fornecem insights
cruciais sobre o tema. A partir dos dados coletados, foi feita uma reflexão e análise crítica que
favoreceu a identificação de possíveis barreiras para o diagnóstico, que pode ter relação com os
estereótipos atribuídos à mulher, inclusive pelos profissionais envolvidos nesse processo, bem
como se propôs a investigar as consequências do subdiagnóstico ou diagnóstico tardio. A
importância desta pesquisa reside não apenas em promover uma reflexão sobre a relação entre
gênero e autismo, mas também em evidenciar a necessidade de igualdade de gênero no
diagnóstico, tratamento e apoio às mulheres autistas. O resultado aponta que há uma influência
significativa dos estereótipos na compreensão do autismo em mulheres, levando a diagnósticos
imprecisos. E ainda que o diagnóstico inadequado pode afetar a identidade, saúde mental, e
acesso a intervenções apropriadas para as mulheres autistas
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