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EDE UNICSUL |
DO SOFRIMENTO MEDICALIZADO À POTÊNCIA CRIATIVA:
Uma leitura gestáltica da ansiedade na contemporaneidade
A ansiedade tornou-se o afeto emblemático da contemporaneidade, refletindo as
exigências de produtividade, a fluidez das relações e a crescente medicalização da
vida. Este trabalho analisa esse fenômeno sob a ótica da Gestalt-terapia, propondo
uma leitura crítica ao modelo biomédico que reduz o sofrimento humano a disfunções
químicas. A pesquisa, de natureza bibliográfica e teórica, articula autores como
Bauman, Birman, Foucault e Frances para contextualizar o mal-estar social e suas
repercussões na saúde mental. Em contraponto, apresenta os fundamentos da
Gestalt-terapia — como o campo organismo-ambiente, a awareness e o ajustamento
criativo — aplicando-os à compreensão da ansiedade como uma excitação bloqueada
e um fenômeno relacional. A abordagem gestáltica é discutida como alternativa ética
e humanista, que desloca o foco da supressão do sintoma para o acolhimento da
experiência e a restauração da autorregulação organísmica. Conclui-se que a Gestalt
terapia ressignifica a ansiedade de sofrimento medicalizado em potência criativa,
promovendo presença, consciência e contato pleno com o viver.
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