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EDE UNICSUL |
ALGUMAS OBSERVAÇÕES SOBRE A IMPLANTAÇÃO E USO DE FERRAMENTAS DE QUALIDADE EM ESTABELECIMENTOS PRODUTORES DE INSETOS EM CATIVEIRO, SEJA PARA CONSUMO HUMANO OU ANIMAL
A criação massal de insetos (conhecida como entomocultura), se refere à produção de insetos em cativeiro, seja para consumo humano ou animal, reciclagem orgânica de resíduos, produção de biocombustíveis e outras aplicações - fatores que favorecem a cultura zootécnica. As vantagens da criação de insetos comestíveis vão além da eficiência nutricional, destacando-se a alta taxa de reprodução, o curto ciclo de vida, o baixo efeito poluidor (reduzida emissão de gases - conforme relatos em artigos científicos), facilidade de manejo, entre outros. No entanto, a criação de insetos depende de diversos fatores, entre eles: boas práticas de produção (técnicas utilizadas para multiplicação dos insetos), capacitação profissional de toda equipe envolvida, equipamentos utilizados, manejo dos insetos nas diferentes fases de desenvolvimento, o controle da qualidade e segurança, boa administração do negócio, planejamento financeiro e avaliação dos custos de produção, além dos fatores envolvendo à fisiologia do inseto. Produzir insetos pode oferecer emprego e renda seja na produção familiar ou em escala industrial. E, para que a criação de insetos comestíveis seja bem-sucedida, é necessário o desenvolvimento de protocolos de manejo da criação apropriados para cada espécie cultivada. A ausência de legislação específica, de incentivos governamentais e o baixo nível de organização da cadeia produtiva são fatores limitantes à produção de insetos no Brasil. O objetivo deste trabalho é apresentar algumas observações sobre o uso de ferramentas de qualidade em estabelecimentos produtores de insetos em cativeiro, seja para consumo humano ou animal, a fim de garantir o manejo responsável e seguro.
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