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A VIVÊNCIA DO AUTOCUIDADO EM PSICÓLOGOS CLÍNICOS
A prática clínica exige do psicólogo uma escuta profunda e uma entrega emocional
que, por vezes, esconde um preço silencioso: o descuido consigo mesmo. O
autocuidado trata-se de um processo que articula dimensões pessoais, institucionais
e coletivas. O objetivo geral consiste em analisar a vivência do autocuidado entre
psicólogos clínicos, identificando práticas individuais, coletivas e institucionais que
influenciam a manutenção da saúde mental. O trabalho foi delineado a partir de
abordagem qualitativa e pesquisa bibliográfica. As fontes de base de dados utilizadas
foram o Scielo, Periódicos Capes, PePsic – Periódicos de Psicologia e Google
Scholar. O psicólogo, ao lidar cotidianamente com a dor alheia, está sujeito a riscos
de desgaste emocional e fadiga por compaixão, exigindo, portanto, atenção constante
ao próprio equilíbrio interno. Nesse contexto, cuidar de si mesmo torna-se um dever
ético que sustenta o compromisso com o outro. Discute-se os princípios de
autocuidado para psicoterapeutas, entre os quais se destacam o cultivo de relações
saudáveis, o estabelecimento de limites entre vida pessoal e profissional, a
valorização da espiritualidade e a realização de terapia pessoal. Essas práticas
ajudam a prevenir o burnout e promovem a resiliência emocional, permitindo que o
profissional mantenha a eficácia terapêutica e o equilíbrio interno. Conclui-se que
cuidar de quem cuida é imperativo ético, clínico e social. O autocuidado, quando
entendido e praticado em suas múltiplas dimensões, funciona como parte da
integridade do psicólogo e como condição para a prestação de um atendimento
terapêutico responsável.
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